quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Raiva vermelha.


Tenho tanta raiva dentro de mim, não sei de onde veio e tão pouco como a fazer ir embora. Mas nas minhas veias corre como sangue, faz com que sinta vontade de arrancar a minha própria pele, despir este corpo de qualquer desejo e entregar-me a um infinito sem começo, onde nenhuma alma se revele, onde o amor exista sem dor e o ódio seja a ilusão de qualquer sonho que não o meu.

Foto: olhares.aeiou.pt/Feiticeira

3 comentários:

Anónimo disse...

Não, desta vez não adianta por-me com palavras belas, já sabes quem sou.
Nada mais há para dizer.
*

claroazul disse...

A possibilidade de "onde o amor exista sem dor" é tão remota quanto a morte incontornável. A raiva incita à vida, dá aso a novas tentativas e à derradeira vontade de vencer as barreiras. Parabéns pela reflexão

Joana Éme. disse...

Quando é assim, tomo um bom banho.