quinta-feira, 10 de abril de 2008


Quando ando na rua fico na esperança de te encontrar, que num dia como outro qualquer, me possa cruzar no teu caminho.
Pode ser que haja uma troca de olhares, uma tentativa de reconhecer um rosto noutrora tão conhecido e familiar.
Ver novamente aquele teu sorriso que me fazia lembrar as manhãs de primavera, que fazia rir só de o ver, aquele que apesar de ser apenas uma emoção tua, fazias com que fosse de todos.
Olhar-te e lembra-me de todos os nossos segredos, aqueles que juramos que seriam apenas nossos e que não contaríamos a ninguém.
Depois da troca de olhares, cada um seguiria o seu caminho, não seria mais do que um reencontro inesperado, pois somos recordações de outros tempos.
Já não somos os mesmos, tanto tempo passou que as crianças deixaram de o ser, os sonhos mudaram e as vontades nada têm em comum.

1 comentário:

Catarina F. disse...

Este teu texto lembra-me um filme, The Hours. Há uma parte em que uma das personagens diz que o momento mais feliz da vida dele foi qdo viu a amada numa manhã completamente ensonada, mas linda! E ele tenta recuperar esse momento, vive na esperança de ter por perto a felicidade. Não é bem a mesma coisa que dizes, mas lembrou-me deste episódio.
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