terça-feira, 8 de abril de 2008

A doce ilusão.


Tento te alcançar, mas pareces apenas uma ilusão, ou mais uma de tantas outras.
Chamas-me com uma voz melancólica, difícil de resistir apesar de triste, sigo-te numa escuridão aterrorizadora, sigo os teus passos, pois aqui pouco vejo.
Começas andar apressadamente, custa-me acompanhar-te, estou cansada e apetece-me voltar para trás.
Quando estou decidida a voltar para o meu sítio seguro, puxas-me com força e olhas-me nos olhos, dizes-me para não desistir e para continuar apesar de todo o meu cansaço.
Continuei a seguir-te, mas agora não era apenas o cansaço que me acompanhava, mas também o medo da escuridão do teu mundo. Os teus passos já não são visíveis, foram apagados pelo o vento, segui uma doce ilusão e agora fiquei perdida num mundo que não me pertence.
Agora, somente oiço uma voz desconhecida que me diz para não desistir, para continuar a procurar, mas não sei por onde seguir.

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