quinta-feira, 18 de junho de 2009


O vento tenta chamar-me, a chuva bate nas janelas proclamando o meu nome, mas eu não respondo, não há nada que me faça despertar. Nas paredes a tristeza e a solidão estão cravadas como alicerces. A minha casa está vazia meu amor e já ninguém pode entrar, nem mesmo tu. Ficou tudo destruído à tua passagem e pior que sentir a tua falta, é sentir por alguém que já não existe, pelo menos como a recordo.
O tempo aqui não tem ponteiros, são as marcas que ele deixa que me faz ver que estou a crescer.

Foto:www.olhares.com/MarioFilipe

5 comentários:

Utopia do ♥ disse...

adorei. *

Anónimo disse...

Adorei!
Acredito que pouco a pouco, vais recomeçar a mobilar essa casa vazia, toná-la acolhedora. Substituir as marcas antigas por novas cores, decorá-la com sorrisos e esperança.

Um enorme beijo de saudades.

Paula Martins

Débra disse...

Adorei imenso este texto :D

(desculpa a invasão)

Débra disse...

vou adicionar o teu blog porque gostei imenso :D

as velas ardem ate ao fim disse...

Escreves muito bem.

O tempo aqui não tem ponteiros, são as marcas que ele deixa que me faz ver que estou a crescer.

Excelente.

um bjo